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Um ambiente de calor e aconchego. Árvores para subir, terra para brincar, brinquedos belos e uma alimentação saudável. Um lugar onde as crianças podem brincar, brincar e brincar... E tudo isto acompanhado por um adulto preparado e consciente da responsabilidade de educar. |
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O Maternal recebe crianças de 1 ano e meio a 3 anos, obedecendo um ritmo diário estabelecido pelo educador, tendo como fundamento o respeito ao processo fisiológico da criança e, também, o cuidado com as condições materiais da escola, que deverão ser adequadas a essa faixa etária. Neste sentido, é importante considerar que a criança até três anos de idade tem um ritmo mais fluido e o brincar dentro e fora da classe não é tão diferenciado como ocorre com as crianças maiores. Uma das diferenças mais importantes desta fase, em termos do dia-a-dia de um Jardim de Infância, em relação às crianças maiores, é o fato de praticamente não existirem atividades dirigidas, sendo que o enfoque maior e mais importante a ser dado são a satisfação das necessidades básicas da criança e os cuidados que ela demanda. O
educador procura tratar cada criança individualmente. Trocas de
roupas, banhos, lavagens de mãos, lanche, assoar o nariz, pôr e
tirar sapatos, são cuidados básicos mais importantes pelo contato
humano do que qualquer atividade que se possa executar. Atividades
rotineiras devem ser realizadas com calma, e o adulto deve estar
inteiramente presente e consciente nesse momento, como em todos os
demais. Nos cuidados cotidianos é que a criança tem a
possibilidade de perceber o amor e a atenção que lhe são
dedicados. Essas atividades nunca devem ser subestimadas, pois são
fundamentais para que a criança se sinta feliz no mundo em que
ingressou. São momentos que oferecem uma possibilidade de dedicação
exclusiva e cada instante individual com a criança traz em si a
oportunidade de um encontro e de demonstração do amor e respeito
que o educador possui em relação à criança. Não
podemos esquecer em nenhum momento que o corpo da criança está
sendo plasmado e ela necessita de espaço para se mover em
liberdade, correr, pular, montar e desmontar suas brincadeiras (no
caso das crianças de até 3 anos, mais desmontar do que montar).
Nesta faixa etária, as crianças ainda não têm a percepção do
outro como tal. Assim, o termo sociabilização deve ser usado com
muita cautela e o ambiente deve ser capaz também de prever e
proporcionar certo isolamento físico, quando este se faz necessário
para o brincar individual e solitário. Não se pode exigir que a
criança partilhe, já que esta possibilidade ainda não lhe é
facultada, nem que ela não mexa naquilo que é impelida por sua
curiosidade natural. Assim, os elementos do ambiente devem estar
dispostos de tal forma que aquilo em que a criança não deve mexer,
também não deve estar acessível. A criança precisa se sentir
segura. Para isso, deve brincar com os elementos ao seu redor. O
brincar sadio é a principal atividade que o maternal Waldorf
oferece, a possibilidade de a criança se realizar. Apesar
de no maternal as atividades não serem tão dirigidas, também
acontecem as rodas rítmicas e os momentos das histórias entre
outros. Em tais atividades a participação e o interesse da criança
pelo que está sendo realizado é mais livre, dado ao estágio de
desenvolvimento em que ela se encontra.
Jardim
I e II recebem crianças de 4 a 6 anos com a proposta de
desenvolver um projeto educacional que atenda às necessidades
fundamentais dessa faixa etária, oferecendo uma proposta
progressista e científica, sem que, para isso tenha que abrir mão
do humanismo e da visão holística que lhe é peculiar. Para tal,
aspectos e detalhes importantes devem ser considerados: o espaço e
a localização do Jardim, a contemporaneidade e funcionalidade do
projeto arquitetônico, o trabalho de equipe orientado pela
solidariedade, a valorização da troca de conhecimentos e da reflexão
sobre a prática pedagógica e, sobretudo, o respeito ao aluno como
um ser individualizado que é. Tudo isso é bastante coerente com
uma proposta que tem como meta o atendimento integral do aluno,
preparando-o para o futuro, mas não se esquecendo de que é no
presente que ele vive; uma proposta que visa formar indivíduos que
o mundo requisitará, mas não se esquecendo das realizações
pessoais. O
educador do Jardim é a figura fundamental nesse processo. Ele deve, ao elaborar seu
plano de trabalho, visar atingir objetivos essenciais ao desenvolvimento
global da criança, adequando o brincar às etapas de seu desenvolvimento motor
e o desenvolvimento de sua
linguagem ao desenvolvimento de seu pensar. O
jardim de infância Waldorf se preocupa em propiciar para as
crianças o ambiente aconchegante do lar, agrupando um número limitado
de crianças de idades que variam entre quatro e seis anos, na intenção de
reproduzir o ambiente familiar com irmãos de idades diferenciadas onde os
mais velhos tem possibilidades e tarefas mais amplas, inclusive a de
zelar um pouco pelos menores. O grupo é orientado por um(a)
educador(a) e estudioso(a) do universo infantil, que cuida para que
o dia seja dividido em períodos de várias atividades, nos quais não
devem faltar, entre outros aspectos, pequenos deveres
entre os alunos como regar as plantas, arrumar a sala, preparar a
mesa para o lanche, guardar os brinquedos. Tudo isso, certamente,
sem causar constrangimentos. Devemos frisar que o Jardim de Infância,
como o Maternal, é o prolongamento do lar e não uma
“ante-sala” do ensino escolar. É na solidez e no aconchego do Jardim de Infância, que a Pedagogia Waldorf faz nascer na criança uma extraordinária segurança e confiança no mundo dos adultos e no mundo em geral. Ela deve sentir e vivenciar como o mundo é bom, levando este “presente” ao longo de sua vida. |